Italia em poema

Sunday, April 20, 2008

Sicilia em poema

Sicília, uma viagem inesquecível
Simples versos não a tornam visível
E se me mostrasses as fotografias?
Talvez com minhas saudades acabarias!

Dois rapazes amigos
Quase se metem em sarilhos!
Por sorte ou não
Dizem que nada acontece em vão:
Vai ao templo e oferecem-te um banho,
Cabelos ao vento, seca-o! Já tens tamanho!
Comboio, ferry. Carro e cruzeiro.
Praias, templos. Neve, que cieiro!

Siracusa tipo Veneza
Etna ou Salinas: nunca vi tanta beleza!
Mas mais alto queríamos ir
Até ao céu sempre a rir
E agora para dormir?
Consegues 3 Avé Marias sem sorrir?

E o Sílvio já te ligou?
Uma pergunta e a noite mudou:
Copo de vinho e uma cerveja,
A espera à frente da igreja…

Aqui continuaria a rimar
Doze horas num aeroporto
Tens de me perdoar!
Tudo isto para não esquecer
Dizem que recordar é também viver
Olha os motores! Oiço-os a aquecer!
Ponho-me a caminho…só espero chegar
Com o canastro interinho!

Malpensa, 30 de Janeiro de 2007

Friday, March 09, 2007

Un giro in Sicilia!






Thursday, February 01, 2007

NAO!


Não soube do mundo
Era tão pequeno
que ninguém o via.
Dormia sereno
enquanto crescia.
Sem falar, pedia
porque era semente -
ver a luz do dia
como toda a gente.
Não tinha usurpado
a sua morada.
Não tinha pecado.
Não fizera nada.
Foi sacrificado
enquanto dormia,
esterilizado
com toda a mestria.
Antes que a tivesse,
taparam-lhe a boca
tratado, parece,
qual bicho na toca.
Não soltou vagido.
Não teve amanhã.
Não ouviu "Querido"...
Não disse "Mamã"...
Não sentiu um beijo.
Nunca andou ao colo.
Nunca teve o ensejo
de pisar o solo,
pezito descalço,
andar hesitante,
sorrindo no encalço
do abraço distante.
Nunca foi à escola,
de sacola ao ombro,
nem olhou estrelas
com olhos de assombro.
Crianças iguais
à que ele seria,
não brincou com elas
nem soube que havia.
Não roubou maçãs,
não ouviu os grilos,
não apanhou rãs
nos charcos tranquilos.
Nunca teve um cão,
vadio que fosse,
a lamber-lhe a mão
à espera do doce.
Não soube que há rios
e ventos e espaços.
E invernos e estios.
E mares e sargaços.
E flores e poentes.
E peixes e feras -
as hoje viventes
e as de antigas eras.
Não soube do mundo.
Não viu a magia.
Num breve segundo,
foi neutralizado
com toda a mestria.
Com as alvas batas,
máscaras de entrudo,
técnicas exactas,
mãos de especialistas
negaram-lhe tudo
(o destino inteiro...)
porque os abortistas
nasceram primeiro.
(Renato de Azevedo)

Monday, December 11, 2006

Todos os Caminhos vão dar a Roma!







Juntas fomos a Roma,
Laura, Leonor e Rita.
Para não perdermos a conta,
Precisámos de fazer uma soma!
Das dezenas de coisas vistas,
Atirámos uma moeda. Queremo-las revistas!
Vaticano, Forum, uma Relíquia,
Fome, Sede, assaltantes com malícia!
Multiplica por setenta
E tenta perdoar
Se as maravilhas fossem só sete
Um fim-de-semana deveria bastar!

Escadas Santas, Igrejas e Correntes
Nem a chuva abala os crentes
Que logo depois vem o Sol
Não queremos ser VIAJANTES SEM FAROL!
Visita guiada para finalizar
Os quartos de Iñigo para sempre nos lembrar
Jogos de movimentos, luz e cor.
IHS- amado Construtor!

Verona






Verona:
Città del' Amore
Tante promesse e citazione
Su le finestre aspettava il cantore
Si chiamava Romeu
e ci ringrazia con Felicitazione!

Pavia

Uma tarde em Pavia
Terra medieval vista num dia
Um tanto ou quanto oriental
Reparem no leão o mais belo animal!

Sunday, December 03, 2006

Florença

A Florença fomos três dias,
Fotografias? Era o que querias!
Para poupar...
Nem uma máquina pensámos em comprar
Pedíamos fotografias a estrangeiros
Espanhóis, japoneses, italianos...
Continuamos à espera oh viajantes forasteiros.

Monday, November 27, 2006

Remember



Remember remember
The 5th of November
The gunpowder treason an plot
I know of no reason
Why the gunpowder treason
Should ever be forgot

Sunday, November 19, 2006

Jiang-Xin-Bi-Xin







Plantas de todas as cores
Pessoas luzes e flores
Quero conhecer-te toda:
Do Xangai à Manchúria
Nada de luxúria
Ajudar-te depois da boda
E relembrar-te eternamente.

O teu perfume recordar,
Os conflitos apaziguar,
Num ambiente de descontracção,
Viver com paixão.
E depois transformar em Amor
Alegria, sem dor.

Percorrer os Seus rios,
Sempre de mãos dadas,
Nossos corações atados com fios,
Fotografias para sempre revisitadas

Parecerá um sonho
Cheio de acção, nada enfadonho
Peço que se concretize um dia
Não haveria maior Alegria.

Nossos filhos contagiar
Um dia serão eles a sair
Dar-lhes toda a Felicidade
Guardar dentro de nós toda a Saudade.